Confira os destaques da primeira semana da Conferência de Bonn 2026
A primeira semana da conferência, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de junho, foi marcada por anúncios de metas ambiciosas e o lançamento de novas coalizões de cooperação internacional. Com a participação de negociadores de mais de 130 países, o encontro deste ano marca uma transição importante: o debate está deixando de focar no "o que fazer" para se concentrar no "como fazer", buscando caminhos práticos para implementar o que foi decidido.

A 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB64), realizada em Bonn, na Alemanha, funciona como uma etapa intermediária crucial nas negociações climáticas da ONU, servindo para preparar o terreno entre as COPs.
Com a participação de negociadores de mais de 130 países, o encontro deste ano marca uma transição importante: o debate está deixando de focar no "o que fazer" para se concentrar no "como fazer", buscando caminhos práticos para implementar o que foi decidido.
Destaques da Primeira Semana
A primeira semana da conferência, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de junho, foi marcada por anúncios de metas ambiciosas e o lançamento de novas coalizões de cooperação internacional:
Meta "35x35" e Propostas da Turquia: Na abertura dos trabalhos, na segunda-feira (8 de junho), a presidência da COP31, a Turquia, lançou a meta de elevar a participação da eletricidade no consumo global de energia de 20% para 35% até 2035. Além disso, propuseram reduzir pela metade o crescimento do desperdício global e diminuir em 25% a intensidade energética em edificações.
Aliança para Planos de Adaptação (NAPs): Na quinta-feira (11 de junho), a presidência brasileira da COP30 lançou uma aliança para acelerar a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação. O objetivo é transformar o planejamento em ações concretas nos territórios, focando em mobilização de investimentos e engajamento do setor privado.
Novos Fóruns de Diálogo: A quarta-feira (10 de junho) marcou o início dos Diálogos dos Emirados Árabes Unidos, focados em destravar o Balanço Global, e dos Diálogos Veredas, uma iniciativa brasileira para alinhar fluxos financeiros públicos e privados às metas climáticas do Acordo de Paris.
O Mapa do Caminho Pós-Fósseis: Na sexta-feira (12 de junho), uma sessão conduzida pela presidência da COP30 discutiu barreiras e alavancas para a transição para longe dos combustíveis fósseis. O debate focou em temas como a eliminação de subsídios fósseis, mecanismos de precificação de carbono e a aceleração da eletrificação global.
O Debate sobre Plásticos: Embora fora da pauta formal, o tema ganhou relevância com ativistas e governos defendendo que a redução da produção de plástico seja reconhecida como medida climática, visto que 99% de sua origem está no petróleo e gás.
Um ponto sensível que ficou para a segunda semana foi a negociação sobre os indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA). A pedido do grupo G77, a discussão detalhada sobre como medir o progresso e direcionar recursos para adaptação foi adiada, prometendo ser um dos pontos de maior tensão no encerramento da conferência.
*Com informações do site Exame